sábado, 2 de abril de 2016

Por que a galinha atravessou a rua?

Por que a galinha atravessou a rua?


Porque era o caminho que ela tinha que trilhar, mesmo que a passos relutantes. Então se partiu o véu que nublava seus olhos, e ela pode ver o outro lado da rua, e além, e seus passos não relutavam mais.  Mas, por mais que ela quisesse avisar as outras galinhas do que a aguardava, ela sabe que elas devem percorrer esse caminho sozinhas, em seu próprio tempo.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Registro Onírico: O Boi

Um sonho peculiar que tive ontem à noite, que talvez seja interessante registrar.

No meu sonho eu corria por uma estrada de terra, algo bem rural. Apenas o matagal ao meu redor, com a ocasional cerca dizendo que aquele lugar não era totalmente desprovido de civilização. E eu sabia que era um feriado, o Dia de Todos os Santos? De Todos os Espíritos? De todos alguma coisa de sentido espiritual ou religioso.

E eu sabia que era esse dia pelos grupos de pessoas que, agora eu via, enchiam a estrada, tanto que eu tinha que desviar delas para continuar minha corrida. Primeiro me deparei com monges encapuzados, andando devagar e de cabeça baixa, rumo a templos de pedra que eu sabia que estavam lá, entoando alguma coisa.

Depois de passar por eles eu vi círculos de pessoas, diversos deles. Pessoas vestidas de penas, vestidas de palha, vestidas de branco, todos dançando em seu próprio ritmo, cantando suas canções com toda força, mas sem nunca se distrair pela cacofonia que era formada.

Devagar mas evitando perder o ritmo eu negociei um caminho entre eles, buscando espaço para continuar meu treino, até que parei onde um grupo de pessoas estava parado de ponta a ponta na estrada, de costas para mim e olhando algo.

Na frente deles havia um homem, e o homem apresentava para eles um boi branco com um chifre quebrado e uma marca na testa. Ele dizia para sua plateia “Esse é nosso Deus, e ele anda entre nós.”

O homem guiou o boi para frente, onde ele se deitou no chão. Em seguida, foi a vez de a plateia ir à direção do boi que era seu deus, e para minha surpresa todos sacaram facas e facões. O propósito deles era claro enquanto cercavam o animal, e cada um cortou um pedaço do boi, um naco considerável, e o levou consigo. E no meio disso tudo, o boi não gritou nem parecia sentir dor. No final todos se foram, e a carcaça talhada do boi permanecia deitada na mesma posição, sua cabeça – a única parte poupada – olhando de forma vazia para o infinito.


Nesse ponto eu dei as costas para fazer meu caminho de volta, estrada acima. Nesse ponto eu acordei também.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Cor

Sabe aquele momento em que uma resposta vem até você, horas ou até dias depois da pergunta, te acertando em cheio bem na mente, como se sempre estivesse bem na sua frente e você apenas não a enxergou até aquele instante. Você até se sente meio bobo por isso, afinal, era tão óbvio.

Bom, eu me lembro  bem de uma vez em que isso aconteceu. Lá estava eu, parado com o carro, longe de casa, longe de tudo, na escuridão que só não era completa pelo semáforo que banhava o asfalto molhado com sua luz vermelha. E um instante depois, de forma completamente inesperada, a resposta veio.

Para qual pergunta? Uma que não me era feita havia anos: “Qual sua cor favorita?”. Uma pergunta bem infantil na verdade. Ou pelo menos muito dita na infância, quando damos nossos primeiros passos em busca da individualidade e acreditamos que ela possa ser encontrada nos nossos gostos para as coisas que nos cercam, até mesmo as mais simples.

E claro, nós crescemos, amadurecemos e passamos a ver que o que nos torna únicos possui nuances muito mais profundas do que um mero espectro de luz refletida em um objeto possa definir. E se mantemos uma resposta às vezes é a mesma da de nossos primeiros anos, apenas por que não tivemos razão para elaborar mais sobre ela. Não faz diferença, na verdade.

E ainda sim, foi essa a resposta que eu encontrei naquela noite, longe de casa, longe de tudo, no meio da escuridão vermelha do semáforo que parecia preencher o universo. Pois um segundo depois, o semáforo mudou.

O verde brilhava no asfalto úmido pela chuva, enchendo a rua, o carro, os meus olhos. E foi ai que eu percebi algo tão simples, tão óbvio: verde é minha cor favorita.

Mas era mais do que apenas uma cor escolhida para estar acima das outras. Ela tocava algo mais profundo em mim, e as memórias tomaram minha mente como uma enchente. Memórias do verde-dourado da luz do sol atravessando as copas das árvores, de estar no topo daquele penhasco sob o sol tropical e ver como o mar era mais esmeralda que safira. Lembranças de sonhos, onde campos verdejantes se correm até o horizonte sob o céu azul. De olhos, verdes como o verão.


Não era apenas a cor que eu gostava. Era a cor de tudo que eu amo no mundo.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Não Contém Glúten*

Todos nós já nos deparamos com essas palavras. Ultimamente é impossível evitá-las. Elas estão em nossos alimentos, cardápios, programas de televisão, camisetas, embalagens de xampus, panfletos imobiliários, tatuagens na lombar ou sendo desenhadas com fumaça por aviões no céu. Mas qual seria a finalidade para tamanha ubiquidade? E, afinal, o que é um glúten?

Como qualquer indivíduo razoável que tomou decisões estudadas sobre alimentação – e que definitivamente não está apenas seguindo uma moda – pode te dizer, glúten, em termos leigos, é a raiz de todo o mal, e vem oprimindo a humanidade há séculos, ditando o rumo de nossas civilizações, avanços científicos e morais, e até romances e outros aspectos extremamente íntimos de nossas vidas. Lembra aquela pessoa por quem você se apaixonou, achou que tinha tudo para dar certo, mas que sumiu e te deixou desolado e com um coração despedaçado em mãos? Pode por essa na conta do glúten.

Sabendo de todo mal que ele nos causa, não é de se estranhar essa euforia por termos conquistado nossa alforria. As primeiras passeatas sem glúten foram um sucesso de público e crítica, além de uma ótima diversão. Eu mesmo aproveite bastante, curtindo a música, os desfiles e a marcha com tochas e objetos domésticos como armas improvisadas, caçando qualquer glúten que poderia estar escondido nos cantos da cidade. Um ótimo passeio familiar, como os muitos pais que eu vi torrando marshmallows com seus filhos nos escombros ardentes em uma padaria incendiada poderiam te dizer.

Não somente, a vida sem glúten vem se tornando o padrão moderno. No mercado de trabalho, poder dizer que “não contém glúten” em seu curriculum é um diferencial atraente, aumentando em até 83% a chance de conseguir um cargo almejado. E nem pense em tentar se casar em uma igreja se você esteve sequer próximo a glúten nós últimos seis meses, ou sem antes ter todo trigo e seus derivados exorcizados por uma autoridade eclesiástica autorizada para esse serviço. Hoje em dia é simplesmente impossível conviver com certas proteínas.

Mas isso levanta a questão: Se nada contém glúten, será que o glúten é real?  Ou será apenas a manifestação dos medos da sociedade, dos males que queremos expurgar para nos purificar? Seria o glúten apenas um símbolo para o caminho que devemos trilhar para sermos humanos melhores? Não, é a resposta. Nesse exato momento, um glúten extremamente real e mais do que apenas um pouco furioso está tentando invadir meu quarto pela janela. Felizmente ele não está fazendo um bom trabalho e um mero cabo de vassoura aplicado entre suas ventosas quando ele se aproxima demais tem sido o bastante para impedi-lo. Se isso vai funcionar contra todos os outros que vejo descendo a rua, já não sei dizer.

Se você for celíaco, talvez queira evitar a minha rua. Pelo menos até termos uma opção sem glúten.



*Título meramente figurativo. História contém glúten. Uso, leitura ou mera proximidade à história pode** causar a presença de glúten no organismo.


** ”Pode” meramente eufemístico. Os efeitos são inevitáveis e irreversíveis. Já nesse instante a assimilação começou e não pode ser evitada. 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Coelhos



Sentado na cozinha, já totalmente arrumado, mas apenas parcialmente acordado, o homem encarava distraidamente seu café da manhã.
‘Sonhei com um coelho essa noite’, ele disse com o olhar perdido nas profundezas escuras de sua xícara de café.
Sua esposa se sentou ao seu lado na mesa. ‘É? E o que aconteceu?’, ela disse, entre mordidas de seu desjejum.
‘Nada demais. Eu sonhei que estávamos na praia, e tinha um coelho lá. Ele não fez nada particularmente interessante’.
‘Hmm’, ela disse. ‘Se eu não me engano, sonhar com um coelho significa sorte. Vai ver é um sinal para passarmos uns dias na praia. Ou isso ou vamos ter mais um filho e, no momento, acho que molhar os pés no mar seria melhor’.
Ele deu um sorriso. ‘Tomara. Estou precisando de umas férias, mesmo que pequenas’. E, com um beijo carinhoso nos lábios de sua mulher, partiu para mais um dia de trabalho.

***

‘E toda noite você sonha com o mesmo coelho?’. O psicanalista não se parecia em nada com Freud, o que era uma decepção. Mas como não o via diretamente do divã, o homem decidiu imaginar a barba e os óculos.
‘Toda noite. Na verdade não estou sonhando com o coelho, ele apenas...aparece nos sonhos, não importa o que seja. Se sonho com o trabalho, ele está lá. Se estou de volta no colégio, ele vai estar em algum canto. Posso estar sonhando até com...hm, minha mulher, e ele está lá, o que é um tanto desconcertante. Faz dois meses já e não sei se é algo para me preocupar, mas está me deixando incomodado’.
‘De que forma isso o incomoda? Esse coelho faz algo peculiar em seus sonhos?’, disse o analista, com um charuto imaginário entre seus dedos.
‘Bom, não. Ele não faz nada além de ser um coelho. Ele anda em pequenos pulos, às vezes mexe o nariz e fica me olhando. Sempre me olhando. Quando só o vejo pelo canto do olho eu sei que ele está me encarando diretamente. Até quando não consigo ver ele em lugar algum eu sei que ele está lá, e me olhando como alguém espera alguma coisa, mas se recusa a dizer o que’. O homem imaginou Freud virando-se para o teto com as pontas dos dedos tocando umas as outras, concentrado em pensamento, o que não estava muito distante da realidade.
‘A princípio’, disse não-Freud, após a breve pausa, ‘devo presumir que este coelho é, de alguma forma, uma manifestação de seu subconsciente, tentando comunicar algo com você. Nosso trabalho nas próximas sessões será desvendar o significado para encontrarmos a verdadeira raiz do problema e, por fim, tratarmos dele’.
‘Espero que esteja certo. Se for mesmo isso, meu subconsciente esta falando cada vez mais. Na noite passada mesmo eu tenho quase certeza que tinha um segundo coelho’.

***

‘Doutor, você precisa me ajudar’, disse o homem, aos prantos. Olhos vermelhos, pele pálida, ele era uma ruína do que já foi. Nervos claramente forçados ao limite, ele batia o pé constantemente. ‘Já tem duas semanas que eu não durmo. Não consigo. Eu fecho os olhos e começo a sufocar, milhares deles me esmagando!’.
‘Calma, calma, vamos mais devagar. Quem está te esmagando?’, respondeu o médico. Semanas de privação de sono impediram o homem pensar sobre como o doutor seria perfeito como um gangster dos anos 50.
‘Os coelhos! Eu caio no sono e os vejo. Milhares! Tantos que não consigo me mexer. Vejo todo aquele pelo branco, tudo branco e eles me soterram, me esmagam, não consigo me mexer e acordo desesperado. Não durmo mais que alguns segundos por vez, e já faz duas semanas.’
 ‘Você tem tomado alguma medicação controlada ou...?’
‘Não. Nada. De tipo algum’.
O rosto do médico se retorceu de forma estranha. Se estava intrigado, descrente ou prestes a fazer uma oferta irrecusável, era difícil dizer.
‘Não sei o que dizer ao senhor. “Coelhos nos sonhos” não é um sintoma médico que eu conheça. Talvez se o senhor procurasse um psiquiatra ou um psicanalista, ele poderia ajuda-lo melhor’.
‘Foi a primeira coisa que fiz! Ele tentou me ajudar a me livrar deles, até o ponto em que eram tantos que todos os meus sonhos eram forrados de um tapete branco com orelhas compridas até onde eu consegui ver. Eu já não conseguia sonhar direito – qualquer coisa que eu tentava fazer acabava comigo tropeçando e caindo em cima de um monte de coelhos assustados. Até que um dia ele não aceitou mais novas sessões. Disse que tinha visto algo branco correndo em seus próprios sonhos, e que não ia correr o risco de ter seu sono invadido também’.
O médico se largou na sua cadeira, deu com os ombros e disse ‘Olha rapaz, eu não faço ideia se você esta falando sério ou tirando uma comigo, mas vou te quebrar essa’, e rapidamente fez uma receita. ‘Não sei se isso vai curar os seus coelhos, mas deve te ajudar a dormir’.

***

‘E o remédio não ajudou em nada?’, ela disse. Ver seu marido reduzido a uma pilha de nervos a estava deixando terrivelmente aflita.
´Nada. Mesmo apagado, sem sonhar, o espaço escuro e vazio está tão cheio de coelhos que não consigo respirar’, ele disse com o rosto nas mãos, prestes a desabar em lágrimas.
Sua esposa olhou para ele com compaixão, quando seu rosto se iluminou. ‘Acho que...não sei, vamos testar algo? Não é uma ideia normal, mas não é uma situação comum’.
O homem olhou para sua esposa com os olhos exaustos, mas deu um sorriso amoroso. ‘Claro’, disse dando com os ombros ‘O que mais eu tenho a perder? Vamos testar tudo’.
‘Ok, deite-se e relaxe enquanto eu vou preparar algo’.
O homem tentou ficar o mais relaxado possível sem deixar a exaustão tomar conta. Sua esposa voltou depois de alguns minutos com uma foto impressa em mãos.
‘Olhe bem para isso, concentre-se na imagem’.
Na foto uma figura esquia e elegante corria por entre arbustos. Seu pelo lustroso brilhava na cor do céu no fim da tarde. ‘Uma raposa?’.
‘Isso.  Agora, tente capturar a imagem e durma. Vamos ver o que acontece’.
Focando na figura na foto, os olhos dele rapidamente começaram a pesar e, de repente, o sono o levou para longe. E, instantes depois, acordou de sobressalto.
‘Desculpe amor, eu estava torcendo para dar certo’, disse a esposa, uma leve frustração no seu tom de voz.
‘Não amor, dessa vez foi diferente. No começo eu ainda estava preso quando, de repente, a massa branca começou a se mexer e eu estava sendo arrastado por uma avalanche peluda desesperada. Eu ainda acordei apavorado, mas alguma coisa assustou todos os malditos coelhos!’
‘Então...deu certo? Sério?’
‘Talvez. Só um jeito de descobrir’, ele disse sorrindo. Então voltou a se deitar e teve a melhor noite de sono de toda sua vida.

***

Os sonhos agora estavam de volta ao normal, ou pelo menos tão normal quanto sonhos conseguem ser. Às vezes ele ainda via uma sombra branca pelos cantos oníricos, mas sempre em disparada, com um raio vermelho alaranjado vindo logo em seguida.
Algumas raras vezes a raposa parava e o olhava diretamente, e ele a cumprimentava com o respeito que se deve a um profissional que faz seu trabalho bem feito. E a raposa, com um leve aceno da cabeça, o cumprimentava de volta, antes de voltar a perseguir sua presa.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Aranha

Recentemente me vi afligido por uma curiosidade peculiar, sobre meu próprio nome. Não todos eles – pensando bem eu tenho um monte. Apenas o segundo, Aranha. De onde teria vindo? Quem teria sido a pessoa que decidiu que um bichinho de oito pernas seria aquilo que iria marcar sua vida e de toda sua família? Teria sido um tecelão? Um artesão? Mero doidivanas? Eu simplesmente precisava saber.

Decidido a chegar até as raízes de minha árvore genealógica passei a caçar todos os resquícios de informação sobre o passado. Registros online foram um bom começo para rastrear minha ancestralidade, mas rapidamente deram lugar a empoeiradas certidões de nascimento que, por sua vez, levaram a registros históricos de viagens além-mar e, por fim, a histórias preservadas somente na memória coletiva e na tradição oral. O que eu descobri foi surpreendente e muito esclarecedor.

Tudo começou na África ancestral, o berço da humanidade. O primeiro a ter esse nome não o escolheu por causa das aranhas, e sim por ele próprio ser uma aranha. Anansi, a Aranha nasceu em um tempo quase esquecido, quando o mundo não tinha histórias e viver era uma triste penação. Foi ele que, tecendo sua teia prateada, subiu aos céus onde as histórias eram guardadas e as trouxe para o mundo, tornando-se o Deus das Histórias.

Rapidamente as histórias se espalharam por todos os cantos do mundo e, junto com elas, os descendentes da Aranha. Na Grécia antiga, uma ancestral desafiou a Deusa Atena, e teve um triste fim, eternamente recontado. No Japão eles residiam nas nuvens, perto do céu de onde todas as histórias vieram. E em diversas partes do mundo os fios de histórias tecidos por Aranhas levavam de volta ao começo do mundo.

Eventualmente as histórias trouxeram meus antepassados para as florestas e costas rochosas no topo da América, muito antes dela receber esse nome. Foi no frio do norte que a Mulher Aranha chamada Asibikaashi, vendo seus filhos espalharem-se por terras cada vez mais distantes, passou a tecer teias em meio a círculos feitos com galhos de salgueiros. Essas teias iriam apanhar os pesadelos, permitindo que apenas os sonhos bons entrassem na mente de suas crianças onde quer que estivessem. Até hoje os apanhadores de sonhos criados pela Aranha são usados para proteger o sono de milhares por todo o mundo.


E, um dia, Aranha chegou às partes mais tropicais do continente. E aqui continuamos, honrando a tradição orgulhosa que esse nome traz, tecendo contos, enredando narrativas, tramando fábulas, urdindo lendas. É algo que corre no sangue. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Explicando o Mundo: Sexta Feira 13

Sexta feira 13 é uma espécie de Halloween fora de época. Uma micareta para criaturas sombrias, de certa forma. Afinal, ter que esperar um ano inteiro para fugir do marasmo do dia a dia e poder festejar sem razão seria demais para exigir de qualquer um, seja mero mortal ou espectro fantasmagórico. Ou você acha que é coincidência que a sexta 13 sempre cai de frente para o final de semana?

Então vamos dar uma chance para os monstros se divertirem, eles que trabalham tão duro o ano inteiro assombrando casas, perseguindo adolescentes hormonais na floresta ou transformando realeza incauta em toda sorte de anfíbios. Hoje é um dia para eles. Portanto, se vir um lobisomem de abadá ou um vampiro dançando na rua com uma lata de hemoglocerveja na mão, não grite aterrorizado. Ele está de folga e nem um pouco ansioso em te perseguir nesse raro momento de liberdade do serviço. Faça diferente: abrace ele, caia na pista cantando Thriller e tente evitar as bruxas, especialmente as de dentes pretos e verrugas. Elas costumam sair passando o rodo.